sábado, 16 de fevereiro de 2008

[Gustav Klimt - Bosque de Bétulas ]

Não sei se soube agora pela primeira vez ou se só agora tomei consciência do que já conhecia antes, por senti-lo diferente, o calor da sensação rara que é ouvir do outro aquilo que queremos para nós. Pouquíssimas vezes surge fazendo nascer a empatia tão natural, o enfoque diferente de quem está à nossa frente. Reparei hoje, pode ser um livro, um artista, um curso, um estilo, um plano.

Uma noite a dar toques na bola. A ver os outros. A dançar no edifício transparente. Mas cá fora, bem perto do mar. A tornar constelações quentes. A pôr os reflexos a funcionar. A reparar que os impulsos deviam estar mais activos, e que o corpo se desabituou de reagir. Fosse por dentro! E vê-los tão vivos a lutar capoeira, mil espelhos reflectem ângulos e luzes em movimento.

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Enquanto isto, tentava lembrar-me da música (como não está no youtube?):

Eu queria unir as pedras desavindas
escoras do meu mundo movediço
aquelas duas pedras perfeitas e lindas
das quais eu nasci forte e inteiriço

Eu queria ter barra nesse cais
para quando o mar ameaca a minha proa
E queria vencer todos os vendavais
que se erguem quando o diabo se assoa

Tu querias perceber os pássaros
Voar como o Jardel sobre os centrais
Saber por que dão seda os casúlos
Mas isso já eram sonhos a mais

Conta-me os teus truques e fintas
Será que os "Nikes" fazem voar
Diz-me o que sabes e não me mintas
ao menos em ti posso confiar

Agora diz-me agora o que aprendeste
De tanto saltar muros e fronteiras
Olha para mim e vê como cresceste
Com a força bruta das trepadeiras

Põe aqui a mão e sente o deserto
Cheio de culpas que nao sao minhas
E ainda que nada à volta bata certo
Juro ganhar o jogo sem espinhas

Tu querias perceber os pássaros
Voar como o Jardel sobre os centrais
Saber por que dão seda os casúlos
Mas isso já eram sonhos a mais

2 bitaites:

Joo Magoo disse...

Adorei a foto... :) ficaram muito elegantes as senhoras donas árvores...
Mas nós não temos raízes nos pés...por isso, haja força e vontade para revitalizar o corpo, para senti-lo ligeiro, desperto, cheio de vida em cada inspiração...
É a nossa primeira casa. É necessário cuidar, exercitar, agilizar, lubrificar, alimentar, esticar,puxar,caminhar, dançar, soltar e tudo mais terminado em ar (ou er ou ir) que nos faça acreditar que quase que até poderíamos voar.
Mente sã, corpo são, corpo são, mente sã...

Beijos shimi shimiss... :)

Inês Dias de Carvalho disse...

hmm... intriguing... indeed...:)

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