1 bitaites sábado, 9 de Outubro de 2010

Este blog encontra-se no corredor da morte 'a espera da injeccao final que o deixara' a dormir para sempre, culpado de se vestir de tons demasiado cinzentos que provocavam nauseas 'a sua autora e a quem por aqui passava.

Entretanto ja' ressucitou noutro lado, bem mais arejadinho e em construcao,
sempre em construcao, aqui:
saritamoreira.com

4 bitaites segunda-feira, 23 de Agosto de 2010

Mergulhei há 4 dias num imenso universo de trabalho, não quero falar.
Vejo, leio, organizo,escrevo, fecho, mais ou menos por essa ordem, embora sempre ao sabor de um acaso que me torna pouco produtiva, ou eficiente na produção, que muito depende da inspiração.
Também cozinho, limpo, durmo e como, mas, para essas, é que não há regras de todo.

A única conversa que tive nestes dias, ao vivo e a cores, com entoação e expressão, foi com um rapaz de 3 anos que dizia chamar-se Caubói e que corria às voltas no terraço da Casa do Ló. Caubói caíu, trocou-se todo, e quando retomou a corrida, partiu no sentido contrário, ao do ponteiro dos relógios, e eu disse-lhe "olha que te enganaste no caminho!", e ele parou, puxou de uma cadeira, roubou-me uma bolacha de canela e perguntou quanto custava o meu café, que me queria oferecer. Depois ficamos à conversa sobre técnicas e ferramentas de jardinagem, nomes de flores e plantas, e as formigas sempre por baixo a passar.

De volta à grande matrix na qual a vida se enreda em teias de informação, a minha irmã virtual partilhou comigo um vídeo sobre a História das Coisas - www.storyofstuff.com - onde Annie Leonard explica "como funciona o sistema linear do capitalismo, e como isso prejudica a o planeta":



"Temos muito mais coisas mas temos menos tempo para as coisas que nos deixam realmente felizes." O dia a dia que a sociedade ocidental leva é descrito - aos 17 minutos - como um ciclo trabalho-inércia-consumo em que cada indivíduo, cada vez mais solitário, trabalha muito mais horas do que devia, se calhar até tem dois trabalhos, quando pára, exausto, arrasta-se para a sua casa a crédito e estende-se no sofá novo, para ver televisão no plasma sagrado, que só lhe diz - YOU SUCK - que tudo o que tem, faz e CONSOME está errado, portanto tem mas é de ir ao centro comercial, comprar coisas, para preencher esse vazio, que só o faz sentir-se com o peso de quem tem de trabalhar ainda mais e mais para pagar as necessidades que o próprio deixou em si serem criadas.

Como se a nossa ambição passasse por ter em vez de ser e compreender, porque "estamos nesse impulso de trabalhar-assistir-gastar, quando poderíamos simplesmente parar".

Culpo os media - que já agora aproveito para anunciar que a partir de hoje passarei a chamar mídia - pela lavagem cerebral lubrificante do caminho para o colapso do actual estilo de vida, que não pode mais ser. Fico contente por ter um trabalho (vários!) que pretende complementar a falha que existe na sustentação de uma consciência social ao invés da letargia pelo consumo em ciclos que nos mantêm bem longe do outro lado da lua, tudo o que está por trás da exploração desenfreada e criminosa de recursos finitos.


Desde que deixei de ver televisão que o trabalho passou a ser a vida e a luta por ser, por estar, bem, por fazer e compreender que a humanidade é grande, e que todos estamos ligados.

E por isso não me culpo por mergulhar sem hesitar na matrix.

1 bitaites sábado, 21 de Agosto de 2010

Deixei de conseguir escrever neste fundo cinzento, e quando assim é nada mais posso fazer senão calar-me enquanto preparo a paleta, sacola e marmita para cenário de fundo do que é dito, trocado pelo não dito, meu feito, escrevinhado - era eu em voos de regresso - ficcionado - na praia da Isla Negra, estendo a mão ao Neruda em horas de contemplar o Pacífico revolto à nossa frente - esquematizado, soluçado, alucinado, projectado, idealizado, e até mesmo calado, que "quando se ama o abismo é preciso ter asas" já dizia o outro e fica mas é para a memória o que estes olhos viram, e de nós ninguém há-de arrancar, temos muita pena mas é tudo demasiado, excessivo, amplo, abrangente e/ou complexo, nem sei dizer, mas imagino-o como o Deus das Pequenas Coisas que encontra Cem Anos de Solidão, com uma pitada de Papalagui e momentos Apocalise Now, versão lorosae, tão grande que tudo dali vem quente como um sonho de estar na Índia, ou em chás de gengibre que queimam e purificam. Eu também não sei explicar.

sem existir nos bastou
por não ter vindo foi vindo
e nos criou

3 bitaites segunda-feira, 26 de Julho de 2010

Eu cá sou concreta e concretamente digo que já era sem tempo, uluk liu, expressão que sempre gostei de usar, enfatizando aquilo que há muito, muito tempo, como nas fábulas, era uma vez, imaginando, em que o Amor movia montanhas, sem nada ter de romântico, e que elas vinham e estavam muito além desse mundo onde bem se confundem tais fenómenos naturais e geológicos para redutoramente personificar-se em alguém, que muito deu ou faz sentir, a intenção dos nossos gestos. O mesmo Camões que tanto procurou defini-lo é quem nomeia e baptiza esta rua de Sines que nos acolhe.

Eu cá sou concreta, o meu betão faz-se de terra, e os olhos só vêm assim do que pouco se diz por letras trocadas, quando muito melhor se sabe, entre gestos, interpretados, agora, iha tempo uluk liu, iha oin seluk liu, ou há um ano atrás, e generalizado na seguinte afirmação, definição maubere para stand by, interpretada e traduzida para "procura esquecer tudo e o que tiver de ser acontecerá". Simplesmente. Não tão simplesmente. É que de muitos braços se concretiza.

Entro no estúdio da Escola de Música de Sines, meto-me de cócoras, a canto, embrulhada em tais, e é vê-los, aos Galaxy, a ensaiar Timor. Eu de cócoras, a observar, os gestos, a saber as vibrações do som no cenário azulejado, real, construído, de alicerces feitos de terra e betão galáctico dentro de cada e entre todos nós. Brindemos aos pés na terra e à cabeça nas nuvens.

GALAXY no FMM Sines: Uma das principais bandas timorenses pela primeira vez em Portugal


Timor-Leste marca presença pela primeira vez num grande festival de música de Portugal: os Galaxy, uma das principais bandas da actualidade timorense, fazem a sua estreia europeia no palco do Festival Músicas do Mundo de Sines no próximo dia 31 de Julho e vão estar em tour por Portugal este verão.

Vêm do extremo Este de Timor-Leste e para além de Sines passarão por Coimbra (Salão Brazil a 5 de Agosto), Porto (Praça Filipa de Lencastre, 6 de Agosto) e Lisboa. “Timor-Leste é uma nova nação e quer mostrar ao mundo a sua identidade através da cultura e da música, agora à luz da liberdade”, afirma o vocalista, Melchior Dias Fernandes.

A música dos Galaxy é representativa do espírito revolucionário da juventude timorense, que cresceu durante o tempo da ocupação indonésia: os cinco artistas destacam-se pela sua rebeldia, consciência social e jams envolventes. Através da música fazem convergir sonoridades modernas e tradicionais do povo maubere, enquanto abordam questões como a tradição, o HIV, o género, o neo-colonialismo e o roubo dos recursos petrolíferos.

Os Galaxy nasceram da Arte Moris, a única escola de arte do país, criada como um abrigo para as crianças e jovens de rua no pós-conflito de Timor. A escola, gratuita e sem fins lucrativos, é hoje um modelo de empreendedorismo social de grande prestígio, sendo apoiada pelo Nobel da Paz e actual Presidente de Timor Leste, José Ramos Horta, e tendo sido distinguida em 2003 com o prémio das Nações Unidas para os Direitos Humanos. A Arte Moris (“Arte Viva”) é um espaço auto-sustentável e comunitário, onde os artistas residentes se dedicam às artes plásticas, representação, audiovisual, música e paisagens sonoras.

Também em Sines, os Galaxy estão a promover oficinas de arte e música com crianças, criando um raro espaço de partilha de cultura entre países irmãos. Foram ainda convidados a participar na Universidade de Verão da eco-aldeia Tamera, em Odemira, para abordar o tema da paz juntamente com activistas e pacifistas de todo o mundo.

O grupo apresentou-se ao público em 2002, e Portugal é o terceiro país onde a música os leva: tocaram no Darwin Festival, na Austrália, em 2006 e 2008 e em Bandung, Indonésia, em 2007. A sua digressão em Portugal está a ser organizada pela Moving Cause, associação sem fins lucrativos, dedicada à disseminação do empreendedorismo social.

Recentemente no programa Câmara Clara, “Músicas do Mundo: Da Tradição ao Futuro”, o jornalista António Pires, especialista em músicas do mundo, descreveu a sonoridade dos Galaxy como “reagge heavy metal absolutamente fantástico”.


Mais informações: Sara Moreira | Moving Cause | 93 830 53 44 | saramoreira@movingcause.org | www.movingcause.org

Myspace: www.myspace.com/galaxytimor
Arte Moris: http://artemoris.org/about_us.htm
Blog: http://galaxytimor.wordpress.com
Festival Músicas do Mundo 2010: http://fmm.com.pt/programa/sabado-31-de-julho/galaxy-timor-leste/
Concerto Coimbra: http://salaobrazil.blogspot.com/2010/07/galaxy-timor-leste-5-de-agosto-21h45.html

Entrevistas:

3 bitaites quarta-feira, 16 de Junho de 2010

Não passa de hoje.
Lê-se num canto recôndito improvável do edifício, impresso em placa dourada.



Hoje, fecha-se um ciclo. Decidi há um ano atrás dedicar o meu tempo à sociedade civil, particularmente enquanto presidente do Núcleo de Jornalismo Académico do Porto, que muda hoje de Direcção. Vou chamar ao Núcleo só JUP, menos hermético, e que como poucos ou muitos sabem, é na verdade mais do que o Jornal Universitário do Porto e faz-se de uma associação sem fins lucrativos com 23 anos de existência.

Dei por mim com o JUP nas mãos, de forma mais ou menos incerta, ingénua e inesperada. É que o JUP é como uma daquelas relações dos dias que correm, que surgem com leveza e naturalidade, sem grande certeza do compromisso, e rapidamente se entranham na pele como uma paixão assolapada que nos muda as referências do que é a primordial prioridade do que nos ocupa mente e gestos.

Sim, o JUP traz felicidade e traz desilusões também, mas só porque nos envolve numa grande vontade de o viver intensamente, e não há pesar que apague os momentos de euforia que foram aqueles de chapéu de ardina e jornal em riste num colectivo de entusiastas que distribuiam rua fora os dez mil pacotes de notícias quentinhas, acabadas de sair da gráfica, ainda com a tinta a sujar mãos, cara e mangas. É bonito que o JUP exista, e ainda mais ainda em papel, é bonito conhecer e fazer parte do processo, é bonito criar laços através dele e conhecer anarquistas, poetas, escritores, espiões, pidescos, fotógrafos, cépticos e apaixonados. Políticos de hoje e de amanhã, entre meta discussões prolongadas pelas ruas graníticas desta nossa cidade desenhada em rascunhos no papel de mesa de um tasco qualquer. A planear a revolução. A questionar a informação. A discutir a evolução. A despertar para o poder do jornalismo, em lições como tragos do que é ser solidário.

Revejo listas e listas e listas de tarefas e ideias pintadas a lápis de cêra coloridos espalhadas em diagramas pelas paredes, cadernos, papéis, emails. Sorrio. Recordo ideias de boicotes e insultos pelo voluntarismo ou pelo falso liberalismo. Sorrio, e leio novamente a versão integral Oração de Sapiência de Mia Couto, cujos sapatos sujos desde o início tentei descalçar por acreditar que muito têm a iluminar sobre a forma de se fazer o JUP
Estamos todos nós estreando um combate interno para domesticar os nosso antigos fantasmas. Não podemos entrar na modernidade com o actual fardo de preconceitos. À porta da modernidade precisamos de nos descalçar. Eu contei sete sapatos sujos que necessitamos deixar na soleira da porta dos tempos novos. Haverá muitos. Mas eu tinha que escolher e sete é um número mágico
Vale a pena conhecê-los na versão integral do texto.

Cruzei-me hoje com um desafio proposto pelo Le Monde Diplomatique deste mês, a uma série de pensadores. Por favor criem uma fórmula que defina o que é a identidade. Do JUP, digo eu, ou pelo menos foi para onde fui transportada quando li a equação apresentada pelo artista Telmo Alcobia: Inquietação + Movimento Perpétuo Associativo = Ser Português. É esta a identidade que revejo no JUP, que ele em mim representa, nutre e provoca:
a inquietação (...) é aquela força motriz que me faz trabalhar. (...) É a minha «acha para a fogueira», é o meu aviso sobre as coisas públicas e humanas. Mas, quando saio do atelier, parece-me ouvir o Movimento Perpétuo Associativo, com a sua representação da falta de entusiasmo com que as ideias são recebidas. A inquiteção constrói, a desilusão destrói. Cada um que se verga à desistência torna-se cínico e o mundo torna-se mais cinzento. E quando uma mancha de cor se procura afirmar na multidão, correr um risco - inovar -, mil vozes prevêem fracassos. (...) Mas a escolha também é nossa. Lutar para mudar este "fado". Portugal precisa de ti, e menos cinzento.
Sempre grata, sempre solidária, pela tonificação do corpo associativo e um grande bem haja a quem aí vem e que muito admiro.


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1 bitaites sexta-feira, 7 de Maio de 2010


Acredito na liberdade de expressão: na protecção do direito de falar e do direito de ouvir. Acredito no acesso universal às ferramentas de expressão.

Sempre com isso em mente, faço parte de uma comunidade que procura capacitar toda a gente que quer exprimir-se a ter os meios para o fazer – e toda a gente que quer conhecer essas expressões a ter os meios para as ouvir.

Graças às novas ferramentas existentes, as formas de expressão não mais precisam de ser controladas por aqueles que detêm os meios de publicação e de distribuição, ou por governos que restringem a liberdade de pensamento e de comunicação. Hoje, qualquer pessoa pode experimentar o poder da imprensa. Todos podem contar as suas histórias ao mundo.

Nesta comunidade, construímos pontes entre os abismos culturais e linguísticos que dividem as pessoas almejando uma mais profunda compreensão mútua. Procuramos trabalhar em conjunto de uma forma efectiva e agir com energia.

Acreditamos no poder da comunicação directa: laços pessoais, políticos e poderosos entre indivíduos de mundos diferentes. Acreditamos que é essencial manter diálogos transversais às fronteiras na construção de um futuro livre, justo, próspero e sustentável – para todos os cidadãos deste planeta.

Enquanto continuamos a trabalhar e a falar como indivíduos, também procuramos identificar e promover os nossos interesses e objectivos comuns. Comprometemo-nos com empenho a respeitar, apoiar, ensinar, aprender e ouvirmo-nos uns aos outros e uns com os outros.

É isto o Global Voices e o respectivo manifesto que adaptei para português de Portugal. (Podem ler aqui em inglês e aqui em português do Brasil.) O que aqui, à Sudamerica, me traz é o Global Voices Citizen Media Summit.

2 bitaites quinta-feira, 6 de Maio de 2010


Quero saber se vens comigo
a não andar e não falar,
quero saber se ao fim alcançaremos
a incomunicação; por fim
ir com alguém a ver o ar puro,
a luz listrada do mar de cada dia
ou um objecto terrestre
e não ter nada que trocar
por fim, não introduzir mercadorias
como o faziam os colonizadores
trocando baralhinhos por silêncio.
Pago eu aqui por teu silêncio.
De acordo, eu dou-te o meu
com uma condição: não nos compreender.

Pablo Neruda

1 bitaites

- Pois não?
- Há alguma coisa neste sítio...
- Oi? Sítio é do pica pau amarelo!
- Falo da forma como as ruas estão dispostas em Ipanema e das correntes de ar que por ali passam, maravilhosa e harmoniosamente...
- Deus me perdoe! Acorrentado é só no morro.
- Galáxias de luz é no que as favelas do morro se transformam quando cai a noite sobre elas, deixando a descoberto o camuflado que durante o dia as escondeu.
- Rapaz! Com essa conversa tô vendo que o “dia do fico” é para todos os portugueses e não só o cara, Pedro, que disse daqui não saio quando a família real lá no Portugal lhe disse meu amigo é hora de voltar. E aí esse tal de rei gritou ao Ipiranga, daqui não saio! tem Copacabana, tem prainha gostosa, os passeio na Tijuca, tanta fruta tropical...
- Fico, fico sim, com a textura do mar feito leite de côco suave na pele e os pés enfiados na areia que sentem latejante a pulsação da terra, viva, cachoeiras imitadas pelas copas das árvores de folha perene, sombra, abrigo do castanheiro de fernando pó, há quem lhe chame chapéu de sol, e as pessoas são livres, os banhos não ferem susceptibilidades, e se há crime e roubo é para nos lembrar que no paraíso anda tudo é de mãos abertas e bolsos vazios. Há vida aqui, há espaço para o improviso da vida.
- Eu, hein! Dessa vida, moça, cê só leva a vida que se leva.
- Levo o samba comigo, deixando-o aqui, é que “o mundo passa por mim todos os dias enquanto eu passo pelo mundo uma vez.”

6 bitaites segunda-feira, 3 de Maio de 2010


Deveríamos fazer do comum algo de extraordinário e então nos surpreenderíamos descobrindo que está muitas vezes perto de nós a fonte de prazer que buscamos em algum lugar distante e difícil. Estamos muitas vezes a ponto de pisar na maravilhosa utopia mas acabamos a olhar por cima dela com o nosso telescópio.
Ludwig Tieck

2 bitaites quinta-feira, 29 de Abril de 2010

Por volta de 2007 deu-se uma transformação silenciosa que é um marco na história: mais de metade da população humana reside actualmente em cidades. Das cidades mesopotâmicas do século IV a.C. às megalópoles que reúnem dezenas de milhões de habitantes, o processo de urbanização foi intermitente. Mas esteve sempre ligado à divisão do trabalho e à formação de classes, à concentração do poder e do saber. A civilização urbana actual nasce com a revolução industrial e herda as suas dualidades. Na cidade, onde a segregação social marginaliza os pobres; entre as cidades, porque ao desenvolvimento vertical de tecnologias futuristas responde o crescimento horizontal dos bairros de lata. As metrópoles, centros urbanos pensados como centro de lucros, defrontam-se para interceptar os fluxos de capitais, mercadorias e populações solventes, fazendo crescer bolhas imobiliárias e revoltas populares.
Do dossier Megalópoles ao Ataque do Planeta, Le Monde Diplomatique edição portuguesa, Abril 2010

 

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