domingo, 4 de maio de 2008


Se eu escolhesse ser flor
vestia-me de buganvília inócua,
no verde abalo da floresta,
na terra frugal que se faz casa.

Entre a minha e a deles há um muro.
Uma parede de bambu
que deixa entrever silhuetas oblíquas,
Uma vedação
de frinchas que transparecem músicas e sombras,
Uma cerca
de madeira que não é alta,
Um plano ténue
onde reside o negativo da minha diferença.

Do lado de cá observo para dentro com os seis sentidos
De lá absorvem as minhas mãos abertas, cabeça baixa
Apaixono-me por todos num gesto de sair de mim para eles.

E é nessa divisória tão frágil
na sua terra batida
que se multiplica
a minha
solidão.

4 bitaites:

Joo Magoo disse...

Adoro adoro o cheiro das boganvílias... é acolhedor e refrescante em dias quentes :)
antecipo algo... :) mas depois conto-te :)
tantos sorrisos te deixo aqui porque são sorrisos que me chegam daí... :)

sê feliz, every little thing is gonna be alrihgt :)

One Love

Jo


Uma maior solidão
Lentamente se aproxima
Do meu triste coração.

Enevoa-se-me o ser
Como um olhar a cegar,
A cegar, a escurecer.

Jazo-me sem nexo, ou fim...
Tanto nada quis de nada,
Que hoje nada o quer de mim.

Fernando Pessoa

Anónimo disse...

Tia,

se eu fosse uma flor escolhia ser Violeta!!!!! A sorte é que as buganvilias existem em muitas cores... senão pensava que te tinhas esquecido da cor violeta.

Neste fim de semana fui à praia brincar na areia e já tenho fatos de banho novos para o verão. Agora é só esperar por Agosto para ter quem me leve à praia!

Beijinhos, sobrinha

mãenuela disse...

não gostaste do poema do manuela bandeira?

sarita disse...

nao o recebi...
confesso que achei estranho nao teres comentado...

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