sexta-feira, 16 de maio de 2008

Os meus olhos prenderam-se no momento dela assim que dei por aquela frase já eco no meu avesso.

Que o tempo, de tão suave, não cursava em si ao mesmo compasso do outro, que havia uma qualquer coisa lenta nos gestos, no ritmo sereno dos braços, como se a colher de mel estivesse sempre a diluir-se-lhe no céu-da-boca. Fosse só o calor. Contemplar a 30 rotações uma catarse deslocada de corpos que não deviam, que podiam não!, estar ali. Hipoteticamente, digo, não é por vontade de que não estivessem, simplesmente por encontrar em alguns desvios aleatórios de olhar uma avalanche de não serenidade, quais diásporas sem contexto.

E continua, ainda agora, a latejar na minha têmpora, a pulsar numa perna "acho que o imperfeito não participa do passado."

3 bitaites:

mãenuela disse...

Amok?
AMOK!

mãenuela disse...

...mas o presente é mais-que-perfeito!

Inês Dias de Carvalho disse...

comboio sentimental...:)

pouca-terra. pouca-terra. pouca-terra....

já te li.

foi intenso ler os teus posts de abril e maio. esta avalanche cria em mim uma certa estática criativa, só tenho um dissílabo a disparar: GOSTEI!

agora quero mais... e prometo ser assídua na minha leitura, para que os meus comments sejam um pouco mais... dinâmicos!

beijinhos da raínha das pencaaas, n estivesse eu na terra do Bolhão* (ah ah ah!!)

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