Trouxe-me à memória um rapazinho, esta exposição de fotografia (e o seu respectivo enquadramento pelo antropólogo, Paulo Castro Seixas*).
O rapazinho, por quem nutro grande admiração, tem a história que se segue.
Ele começava a pensar, era incontrolável, inevitável.
E só algum tempo depois é que reparou que quando o fazia, se escondia, fisicamente, mesmo que já estivesse sozinho antes. Era como se aquelas ideias só fossem de se ter longe, de si. Não era por haver Sol ou a elegia da sombra. Era sim um sorriso que só se tem de olhos fechados.
Repetia-se sem regra alguma.
E a pergunta, mostrar a alguém é explicá-lo? Questão que se prendia com as atmosferas, e se existe razão para elas. Há muito que passara a acreditar que uma explicação não é mais do que redutora, e para quê? É vivê-la, para fora, reflecti-la. Por dentro. Talvez tenha sido nessa *viagem que ensina a vida, a viagem que ensina a vida? Por vezes acontece, com aquela vertigem que é quando com ela se cruza, muitas outras viagens depois. A viagem que ensina a vida, confunde-se. Com a vida.
LUGAR DO DESENHO | FUNDAÇÃO JÚLIO RESENDELivro e Exposição POVO, LUGARES E PAISAGENS DE TIMOR
Fotografias de MANUEL CASAL AGUIAR e RUI LÉLIS
Rua Pintor Júlio Resende, 346 Valbom 4420-534 Gondomar Tel. 224 649 061 / 2
info@lugardodesenho.org www.lugardodesenho.org
exposição aberta até 14 de Abril de 2009
Sobre o artista, Manuel Aguiar, e o seu reencontro 42 anos depois com um dos fotografados, já escrevi antes aqui.



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