Gosto, eu gosto deste lugar. É o desconhecido mesmo que já familiar, o imprevisto e a forma de actuar. Eu gosto e quero sempre voltar a este lugar.
Posso ser uma lírica e vê-se, não só no guião, mas também no caminho que estou a desenhar, mas aqui não penso, só vivo o que aparece por trás da sebe improvisada de qualquer quintal.
E se pudesse vivia só disso, do ir andando e sentando com as pessoas, calada ate esgotar todos aqueles que pudessem dizer, como disseram "Nunca na minha vida pá... Tem malai america, malai australia, malai filipinas, malai brasil, portugal... malai barak. E foi preciso esperar muitos anos, mas chegou o dia em que malai veio e sentou a volta da nossa mesa, só para comer batar, beber tua mutin, trocar palavras, como nós fazemos todos os dias a vê-los passar."
Agora o calor assentou na pele, descobri que isto não é coisa visceral, é de pele mesmo, de flor que se comove. E, como este post, fica sempre por acabar, como um fio preso que mais tarde ou mais cedo vai ser preciso puxar.
terça-feira, 14 de julho de 2009
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)


3 bitaites:
E este é o melhor post de todo o blog! :)
Poe mais fotos de Timor!! :D
Não conhecia o poeta Fernando Sylvan e fiquei muito impressionado com a simplissidade desconcertante desse curto poema.
Mas depois ainda fiquei mais impressionado com este teu texto, Sara.
Uma multitude de sentimentos inenarrável. Por agora.
Enviar um comentário