Olho para esta cama de rede, entre dois pilares, e penso que em tempos me fascinaria calcular, com todos os vectores e forcas graviticas do mundo, qual a forma, mais cientificamente inteligente, de me deitar sobre ela, evitando o desgaste do seu lado direito fragilzado, de mil e uma linhas em rompimento.
Olho para a cama de rede, azul, um tais, e vejo, ali acima, bem no centro, um espanta espiritos de cristais cor de rosa, num gradiente dimensional, simetrico, perfeito. Ouco o tilintar suave, implicito na aragem da noite, embalado pelo balanco denso das copas das arvores que me cercam.
Entre mim e ela - a cama de rede -, tenho uma unica vela vermelha, baixa. Todo o restante bairro de Vila Verde sofreu um colapso de luz. Um corte, digamos.
Vou subir para a cama de rede, e deitar-me preguicosa nela. Deixar uma perna de fora, cruzar os bracos acima da cabeca, e contar os cristais que se iluminam com o cintilar da vela.
quarta-feira, 13 de agosto de 2008
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