terça-feira, 16 de dezembro de 2008







Canto de Ossanha - Maria João

Acompanhar o passo, que é estar assim no vai-não-vai de quem quer entrar nos carrinhos de choque, que é estar a dar saltinhos em falso na berma de piscina, que é estar a ver uma coreografia de fora e querer entrar na dança. Querer, mas ficar com um abacate no estômago, voyeurimo desta janela, que já não mostra o que se sabia, porque as coisas tomaram proporções diferentes.

Ó menina, que homem que escreve assim não se pode descurar! E isso de juntar facas e peito na mesma frase, é porque o caldo já está entornado!...

Brrr são caixas que se multiplicam enquanto os cenários se trocam, olho uma parede branca, e sai, em tremor, "ESTOU A DEMORAR MUITO TEMPO". Tento desenhar os limites exactos para que os galhos não se confudam, da árvore dos macacos. Luto uma luta constante de interesses caoticamente diversos por motivos diferentes em determinadas acções.

Ó menina, que o casamento não vem das letras! Posso querer porque canta assim, para ser porque escreve assim. Porque pinta assim. Porque toca assim. (E entretanto vou ficando para tia.)

Tenho a certeza que vivendo assim neste limbo a coisa há-de resvalar, dentro ou fora do carrinho de choque, dentro ou fora das águas azuis, dentro ou fora da pista de dança. Quando atingir o insuportável, vou manter o passo. Acompanhar o passo. Ei, eu quero entrar, estás a ouvir? Eu quero.

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