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quinta-feira, 31 de janeiro de 2008
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quinta-feira, 31 de janeiro de 2008
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Espreitem-no!
(e o original, que se não fosse tão grave, até tinha piada).
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Lembro-me não do respirar, mas de ouvir o respirar ao teu ouvido, como se estivesse a respirar para dentro do copo do qual bebo. Ecoante, qual ponteiro de relógio parado. Gosto de casas com relógios parados.
Um suspiro que se esgota de paixão inesgotável ao compasso do tempo que passa incessante.
Um suspiro que se esgota de paixão inesgotável ao compasso do tempo que passa incessante.
Crio um monumento ao tempo
Prendo-lhe os ponteiros
Como o relógio
Da rotunda
Na cidade
Cujos ponteiros para além de parados, também recuam ao avesso.
Citavas Nietzsche, que "quando se ama o abismo é preciso ter asas", e dizias mergulha, mergulha, mas depois o tanque estava vazio. Surgiu a exteriorização de uma necessidade puramente egoísta de desmoronar a possibilidade dessa vida para além de mim, que me ultrapassa e mata. Disse porque me apeteceu fazer. Quis tocar o que nunca tinha visto (as pessoas não calam o que se faz diferente).
(arte mais arte, só)
Não poderei explicar coisas que ainda não foram explicadas, porque como é que eu hei-de explicar esse predicado do pensamento que é a capacidade de se dar?
E vi então que alguns vivem em ruas a direito, e outros há que vivem em ruas de linhas tortas, sinuosas.
E deixei de sonhar para passar a acreditar nas coisas.
Prendo-lhe os ponteiros
Como o relógio
Da rotunda
Na cidade
Cujos ponteiros para além de parados, também recuam ao avesso.
Citavas Nietzsche, que "quando se ama o abismo é preciso ter asas", e dizias mergulha, mergulha, mas depois o tanque estava vazio. Surgiu a exteriorização de uma necessidade puramente egoísta de desmoronar a possibilidade dessa vida para além de mim, que me ultrapassa e mata. Disse porque me apeteceu fazer. Quis tocar o que nunca tinha visto (as pessoas não calam o que se faz diferente).
(arte mais arte, só)
Não poderei explicar coisas que ainda não foram explicadas, porque como é que eu hei-de explicar esse predicado do pensamento que é a capacidade de se dar?
E vi então que alguns vivem em ruas a direito, e outros há que vivem em ruas de linhas tortas, sinuosas.
E deixei de sonhar para passar a acreditar nas coisas.
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segunda-feira, 28 de janeiro de 2008
Time is shortWim Wenders
For the weasel, time is a weasel
For the hero, time is heroic
For a whore, time is just another dread.
If you're gentle, time is gentle
If you're in a hurry, time flies
Time is a servant if you are his master
Time is a master if your are it's dog
We are the creators of time,
the victims of time
and the killers of time.
Time is timeless
you are the clock.
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domingo, 27 de janeiro de 2008
- Um dia um monge foi visitar um mestre e disse-lhe: "Vim sem trazer nada."A Viagem de Théo, Catherine Clément
Sabes o que é que o mestre lhe respondeu? "Então pouse-o."
- Mas ele não tinha nada.
- Tinha sim. Não trazer nada é ter a ideia de que se podia trazer qualquer coisa. O monge não percebeu. Zangou-se. Então calmamente, o mestre disse: "Por favor, pegue nisso e volte para casa." Pousa o teu nada de hoje, Théo, porque não perdeste nada. A Viagem de Théo, Catherine Clément
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"Era como se desfocasse os olhos", disse e continuou. Em mim qual revelação do silêncio em surdina no vácuo. Que a vida não é bem recebida no deserto de Atacama. É lentamente absorvida pela morte imensa que a rodeia. No cimo da desmesurada duna de areia, à luz do luar pleno, nem é urgente fechar os olhos para ouvir o silêncio ao ritmo do coração. Sentir-se-á doutra forma, e apesar do sorriso, da harmonia invasora, a esterilidade grita ao ouvido o berro ausente, o silêncio de morte, espesso de vida, opaco e denso o ar que respiro.
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Sabia por experiência que tudo lhe deixava marcas, que na sua memória cada acontecimento punha uma nódoa e que por vezes passava muito tempo antes de se dar conta que um episódio o tinha marcado profundamente era como se a recordação tivesse congelado em qualquer sítio e de repente por algum mecanismo de associação aparecesse diante dos seus olhos com intolerável intensidade.Isabel Allende
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