quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Foi mesmo cómico de manhãzinha.
Ainda o Sol não tinha nascido mas já deixava, lá ao fundo, longe, sombras de pássaros grandes, pretos, muito longe, muitos!, em bando de emigração, sobre uma linha ténue de horizonte, que drasticamente passava do negro da noite para um rosa que lhe ficava suave.

A dormir em pé, enquanto conduzo, vejo já que a poeira no vidro da frente está prestes a espelhar os primeiros raios de Sol, que cegam.
E então parei na bomba da circunvalação, dirigi-me à água, sem ver que a mangueira não estava colocada, rodei a torneira, molhei pés e calças. E meias. Com frio e sono, com vontade de mais conforto.

O senhor de uniforme - baixo, 50, bigode - veio avisar que a mangueira estava fora do sítio, quando já estava eu ali em pé, ao lado do carro, eu de braços caídos, a olhar para a injustiça que me humedecia os tornozelos. Ele viu, e eu e sei que fez aquele risinho interior que não sei descrever por palavras. E então ligou a mangueira à torneira, e eu apontei-lhe para os óculos.

E depois já não quis voltar à cama, tomei um grande pequeno almoço na Praça Velasquez e fui fazendo a minha vida.

1 bitaites:

mãenuela disse...

bem feita!!!
q andavas a fazer de noite , com vidros sujos,na circunvalação?
Tu, estavas com sono, mas Deus não dorme e molhou-te os pés!
Só tenho um adjectivo: GOSTEI.

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