Bomba do intermarché, self service. Chego à caixa:
- O carro acendeu a luz do óleo. Sabe onde posso tratar disto?
- Perchisa mudái wally?
- Não sei. Sei que a luz acendeu. Preciso de ver o que se passa... Há alguma garagem aqui perto?
- Ma tá cum precha?
- Sim.
- É q'se pudeche isperai uma houra...
- Não posso...
- Abrásh duas o istéchioméché.
- Como?
- Ás duas..
- O quê?
- Abrostéchioméché às duas.
Fico sentada dentro do carro a olhar para o homem com os queixos caídos, tipo "que língua é tu falas??" e ele esbraceja imenso "aqui, mêmásua fréinte o estéchiuméché".
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008
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4 bitaites:
oh pah... o homem se calhar tem fala eshportuguêshh... é um idioma raro e difícil! mudashte oshóleo ao shmenoshhh??
também só tu para perguntares ao homem o que é que vais fazer em relação à luz do oleo!
que maravilha. de repente senti-me numa especie de deja vu ao ler isto. a luz do oleo. a pressa em arranjá-lo. a lentidão dos outros. e um monólogo feito de duas pessoas a conversarem.
Querida Valentaine: dirigi-me ó típico mecânico espertinho pacense que cheio de perícia me encheu o deposito de óleo (cruz credo).
Primo: só eu, e as outras todas.
Prima: bem dizia o amigo ALC que temos as duas muito em comum. As mesmas crises existenciais nos assolam :)
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