quinta-feira, 22 de abril de 2010

Nos últimos anos, a realidade respondeu-me assiduamente que o jornalismo era uma linguagem tribal e maldita, um idioma de poder e superioridade. Tive a oportunidade de outras respostas, percorrendo um mapa de africanos que constroem novas ilhas: subversões picando o oceano. Escrever é conhecer com tempo. É lenta a doçura do mel.
Pedro Rosa Mendes

Comprei pela terceira vez o Madre Cacau, um dos livros mais lindos que conheço e que vou multiplicando por espaços, ora porque o perco em esquecimento ora o ofereço a quem merece. Editado pela ACEP, ilustrado por Alain Corbel e escrito por Pedro Rosa Mendes, jornalista que disse um dia que Timor Leste é uma ilha insustentável e depois o mundo caiu-lhe em cima. Ontem, aqui nos Dias do Desenvolvimento, numa sessão sobre "Media, Cidadania e Desenvolvimento", ouvi-o introduzir uma definição do que é o jornalismo cívico ou de desenvolvimento ou de causas. Ao que parece, é um tipo de jornalismo feito por jornalistas que não se resignam a posturas letárgicas. Rosa Mendes fala da preguiça. E faz lembrar o imperativo da cidadania. Uma espécie de curiosidade não intencional mas naturalmente vinculativa, não sei repetir.

O mundo da informação e os dias do desenvolvimento deviam ter mais destas Rosas, penso, e concordo com o outro, Alfonso Armada, que dizia que todos nós somos cúmplices na forma como condenamos alguns países à inexistência, países, lugares, chamemos-lhes causas.

1 bitaites:

Telemaco disse...

É lenta a doçura do mel!

Enviar um comentário

 

Copyright 2006 | Template cedido por GeckoandFly e modificado e convertido para Blogger Beta porBlogcrowds.
Muito obrigada :) Se queres conteúdo reproduzir, basta pedir!