segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Passa por desmistificar o paradoxo da gregária sociedade que se esqueceu e desertou-se. Imiscuiu-se passivamente num modo de vida que é o egoísmo, afastou o que se pensa daquilo que se diz, ou pelo menos disse-o Fernando Nobre, num final de tarde de Janeiro em Santa Catarina, onde apresentou o seu último livro Humanidade, Despertar para a Cidadania Global Solidária.

O tempo urge, concordo, de dar forma à noção do que é a cidadania, os direitos, os deveres. Vivemos numa democracia afinal, "papoila, frágil, desenraizada, murcha". Nasce também nos sítios mais inóspitos.

Vejo-o agora dar um passo em frente com postura de humanista, semeando palavras, ideias, pela cidadania, solidariedade e fraternidade. Pasmo: só pode ser coisa boa. O mote está lançado. "Uma vez líder, só tenho direitos? Ao que parece os líderes de hoje flutuam na órbita estratosférica, saíram deste planeta." Deixe-se de lado a barreira do trio arquitectónico orquestrado, o Desconfiado, o Leit Motif e o Alibi. Percebamos o que são a fragilidade e a força do improvável na vida. Façamo-lo todos os dias, quais novos 12 trabalhos de Hércules:

1. A miséria, a exclusão, o desemprego e o comércio justo;
2. A crise climática e ambiental;
3. As guerras e as armas;
4. As crises sistémicas das finanças e da confiança;
5. A fome;
6. Os direitos humanos;
7. O direito internacional e a reforma das instituições internacionais;
8. Os terrorismos, insegurança e desgovernação;
9. O subdesenvolvimento e os objectivos de desenvolvimento do Milénio;
10. As migrações;
11. Os confrontos culturais, sociais, religiosos e civilizacionais;
12. As democracias.

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