
Estou em processo. O meu silêncio fala na voz do desenquadrado, que o pior jetlag é o cultural. E a lentidão não é mais do que não conseguir acompanhar o que corre por dentro. Assim, em câmara lenta, desculpo-me. Estou em progresso.
PS - Não é que tenha deixado de gostar de silêncio, de cerejas, de mãos, da violeta, de bossa nova, de olhar, do LOST, de luz baixa, de constelações, de lã, de sapatinhos, de flutuar no mar, de canecas de café fraco, de incenso e velas, do cheiro do frangipani, de quadros brancos para escrever, de cremes, do Platão e/ou de fado, mas aquilo à direita estava a irritar-me. E o mesmo para as palavras do Rui Veloso, "esse teu ar grave e sério / (...) / nesse teu jeito fechado / de quem mói o sentimento".
Quarta-feira, 29 de Julho de 2009
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