3 bitaites quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Troco mil e uma paisagens de tirar a respiracao por uma conversa simples, uma pequena invasao musical. (como se diz invasao sem parecer que eh alguma coisa ma?)

As vezes penso que estou louca, fora de mim, por estar fora de tudo, fora fora fora da realidade. Quando finalmente me sentei a estudar o lonely planet, ja em kupang, entrei em colapso: sera que tenho tempo de chegar onde preciso quando quero? O instinto que me sai natural eh meter me outra vez no caminho para timor. Qunado estou triste eh assim. Mas isso ja era demasiada loucura pegada, e o que o guia me mandou fazer foi ir a um pequeno bar decadente em cima da praia, falar com o ed. Mais tarde ele disse me que queria ter tirado uma foto da minha cara naquela altura. Eh que era so stress a raiar dos olhos. Vou a uma agencia de viagem, o rapazinho quer mais sacar me o numero de telemovel do que vender o bilhete de barco. Vou ao posto de turismo, as especialistas quase nao falam ingles. Acho que falo eu melhor o bahasa indonesia. Mas a confusao eh grande.

Com o Ed dei por mim confortavel. Mal cheguei, o bebado australiano cliente assiduo ha nao sei quantos anos diz "wassup mate? you cannot worry like that... here it is not worth it. you'll get there". Respirei fundo, sentei me de costas para o mar, logo a seguir troquei de direcao e quando reparei ja ali estava ha 6 horas. Parece que eu sou boa pessoa porque ja duas outras me disseram que nao posso ser assim tao simpatica e prestavel. Preferi ficar a ajuda lo com o site do bar dele, com as fotos do local (o photoshop faz maravilhas), a falar sobre os problemas da parte ocidental da ilha desde que a confusao se instalou no lorosae, do que meter me por ai a ver as vistas. As vezes mais vale umas palavras do que mil imagens.

Os outros podem nao perceber, mas eu sei ver so de olhar, quem me pode querer mal. Nao eh instinto. Eh que a vida ja muito me ensinou, e a estas pessoas do oriente oriental, ja as conheco de gingeira. Quase nunca sorrio.

O Ed, sei que me nao quer mal. Ajudei-o com a tecnologia e a decoracao, ele ofereceu me os cafes, os sumos, o jantar. E foi assim que se passou um dia na indonesia gastando 5 dolares. Hoje, ele levou me a umas aldeias perdidas, em troca das minhas fotos. Sentamo nos com um velho artista local, o ultimo construtor de sasandos no mundo. Sasando eh uma especie de viola, mas com cordas em toda a volta de uma cana de bambu. O velho tocou, cantou, falou, fumou. Eu so percebi a musica dele.

3 bitaites quarta-feira, 27 de agosto de 2008

o monumento ao papa em tasi tolo:

o alin, irmao mais novo substituto:

um fim de semana inesquecivel, roots, inserida no seio da familia da zulmira, 100% tetum. forte. ainda recupero das emocoes...

o por do sol na noite do concerto reggea na praia:

4 bitaites segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Ai finalmente!, parece, com alivio, com sorriso, com o coracao cheio.
Vou embora.
Fiz o que tinha a fazer, espero voltar, mais ou menos em breve. Parece que o mar do Sul eh um mito: pelo menos todas as minhas tentativas de la chegar sairam frustradas. Entao desisto, e assim fica aquela aura de misterio no ar do que sera um mar timorense que se chama Homem. Eh um mito tao grande, que eles nem tem palavra em tetum para designar o Sul onde se encontra. Ou seja, nunca ninguem la vai...

Entao ficamos assim. Felizes.

1 bitaites sábado, 16 de agosto de 2008

Já sei qual o motivo que me trouxe a Timor, desta vez. Vim procurar a palavra mais linda do tétum. E o que encontrei é expressão, único.

Oin seluk liu. Traduzir à letra não pode ser, nesta língua em que o quem se confunde com o se. Diz-se isto de alguém, que é único, e a ideia (da dita tradução) é de que não há outra cara como a dele.

Agora que encontrei a expressão, já podia seguir viagem, sentir outros ventos, mas fica sempre a vontade de poder dizer outra vez oin seluk liu. Ouvir também sabe bem, e é tão confortável por aqui ficar, percorrer a pé os caminhos, mais, ou menos, povoados, fazer tudo com calma, falar devagar e muito.

0 bitaites quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Olho para esta cama de rede, entre dois pilares, e penso que em tempos me fascinaria calcular, com todos os vectores e forcas graviticas do mundo, qual a forma, mais cientificamente inteligente, de me deitar sobre ela, evitando o desgaste do seu lado direito fragilzado, de mil e uma linhas em rompimento.

Olho para a cama de rede, azul, um tais, e vejo, ali acima, bem no centro, um espanta espiritos de cristais cor de rosa, num gradiente dimensional, simetrico, perfeito. Ouco o tilintar suave, implicito na aragem da noite, embalado pelo balanco denso das copas das arvores que me cercam.

Entre mim e ela - a cama de rede -, tenho uma unica vela vermelha, baixa. Todo o restante bairro de Vila Verde sofreu um colapso de luz. Um corte, digamos.

Vou subir para a cama de rede, e deitar-me preguicosa nela. Deixar uma perna de fora, cruzar os bracos acima da cabeca, e contar os cristais que se iluminam com o cintilar da vela.

4 bitaites terça-feira, 12 de agosto de 2008




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Gostava de conseguir pintar ao jeito balinês, mas com palavras, o que é este cuidar das flores que todos nutrem aqui. Uma cabana com alpendre sobre o arrozal. Em redor floresta densa, tropical, céu carregado, muitas flores. Aranha com pelo na parede, lagarto a passear na minha janela, uma iguana que cai do tecto em cima do meu braço. Desequilibrou-se, coitada. Café Bali, coqueiros no horizonte cor-de-rosa e o guia da Indonésia acabado de comprar.

Quando acordei, depois de 12 horas de sono, mandei uma mensagem que dizia “I feel so good….”. Indeed. Não sei se me sinto exausta pela intensidade das duas últimas semanas, ou se pelo ritmo acelerado que há aqui: tantos carros, neons, consumo, gente, cores.

E por isso siga viajar, siga consumir paisagem, quilometros e flores!

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Foi assim, na véspera da partida, domingo, acordei de malas por fazer, fiquei sentada na cama a olhar o meu redor cheio de tais, roupa, sapatos, espanta espíritos, colares, sabonetes, papéis, medicamentos, livros, conchas, cestos, lipas, artesanato. Bloqueada, decidi ir para a praia. Talvez quando chegasse encontrasse um fio condutor de arrumação. Ou mesmo as coisas arrumadas.

Na praia, sozinha, contemplando já saudosa, aparecem dois para a sandes de abacate e galinha. Vão. Aparece um a partilhar o iPod. Vai. Aparece um convite para me juntar ao pessoal da música, lá ao fundo. Vou.

Chega o pôr-do-sol, não no mar, como é costume, mas acima da montanha que contorna a estrada para o Cristo Rei. O Sol desaparece e fica uma unha de Lua quase nova, brilhante. E o vocalista doce canta suave aquela melodia, o amigo assa na fogueira um atum. Perfeito para último dia.

Até que na hora da partida vejo que o meu telemóvel ultra quitado PDA GPS Wifi onde está TODA a minha vida desde há dois anos desapareceu. Por sinal, também desapareceu o do outro único malai presente no grupo de 10. Gerou-se uma tensão, uma inexplicação, uma confusão. Oito eram de confiança cega do meu amigo. Dois desconhecidos. Um dos amigos de peito, actor em filmagens para o “Balibo Five” (sobre os cinco jornalistas australianos mortos em Balibo em 1975) diz que um dos desconhecidos desapareceu.

Então, vamos todos para o Hotel Turismo com o motorista dele (actor timorense). Lá, o miúdo não se descose. A tensão cresce. Uma portuguesa de vestidinho de praia azul a stressar em tétum, um autraliano traído e 10 timorenses entre o envergonhado, o triste e o chateado. Dois de olhos postos no chão. Decidimos, os brancos, sair dali no momento em que eles se começam a preparar para despir na rua em frente ao Hotel. O líder, ema bo’ot, o actor, ex-vocalista dos Galaxy, imigrado para a Austrália, diz que algum deles foi quem roubou os telefones. E quem roubou, tem de ter os telefones consigo. Soube depois que o único que se recusou a tirar a roupa foi o segurança de actor. Não devolveu os telefones.

E foi isso que eu disse na polícia no dia seguinte antes de ir para o aeroporto.

Com esta série de imprevistos, nem jantei nos coqueiros, nem consegui avisar os convidados. Foram aparecendo no Bairro (os outros professores já tinham ido embora nos dias anteriores). Encomendei pizzas, fiquei com o australiano e o maninho rastafari Zerai (Zé da terra). Eles foram e voltei a sentar-me na cama a olhar, e assim fiquei até amanhecer. Só pensava que não queria arrumar as coisas. Estavam tão bem assim, no lugar delas.

De manhãzinha uma conversa difícil. Depois mais bloqueio. SOS Luísa ajuda-me com as malas que eu não consigo. Fui aos Correios mandar um caixote gigante de 20kg (há-de chegar!). Fui à esquadra fazer a denúncia à pressa com o polícia tuga mais lerdo do mundo (é ingenheira ou enginheira? Pode ser professora).

E corri para o avião a pensar que ia desistir, ia cancelar tudo porque ficou tanto por dizer, dar, entregar e fazer! Mas fui, a soluçar. Chegada a Bali, já se sabe, os relvados e terrenos organizados. A Rita, que já lá estava há uns dias, dá-me o contacto do Mr. Networking Connections Meco de nome, timorense de nacionalidade. Passo-lhe o meu bilhete, sem esperanças (há meses que tentava alterar o voo sem sucesso!). Ele liga-me no dia seguinte de manhã, 3 horas antes do check-in a dizer que consegue voo confirmado para Setembro, mas só tenho meia hora para decidir.

E pronto, em meia hora decidi.

Já passava da hora de embarque do voo antigo quando fui buscar o novo bilhete. Aproveitei também para encomendar um voo só de ida para Timor. Assim posso:

- jantar nos coqueiros

- reaver o telemóvel

- traduzir a crónica para tétum

- dar a volta a Timor Leste

- despedir-me como deve ser

- entre outros

Depois vou por terra até Timor ocidental, dali de barco para as Flores and so on and so on até chegar outra vez a Bali, dia 10 de Setembro.

Daí seguirei para a Europa, feliz, tranquila, serena de obra feita. (i hope!)

E pronto, resumidamente foi isto o que aconteceu.

3 bitaites quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Fui alvo de uma maninga.
Fala-se muito disto aqui, entre os locais, que, tanto elas como eles, tem de ter muita cautela com aqueles de quem se aproximam. Dizem que mesmo sem explicacao, mesmo nao havendo compatibilidade, se nao se tomar cuidado, o outro pode fazer umas "coisas assim" que nos fazem derreter em manteiga.

E as coisas assim podem ser so um toque no braco, ou um olhar que se cruza, ou o fumo de um cigarro. Depois dessa coisa assim ter sido lancada feita feitico, quem nao gostava passa a um estado de cegueira cardiaca temporaria.

Eh comum elas ou eles pedirem a uma tia matan do'ok (que ve longe, bruxa talvez) que faca aquelas coisas assim, que podem ser ver as tripas de uma galinha acabada de matar, ou mexer nas folhas das espeigas de milho, ou ate talvez ler as palavras da lama. Ali esta o segredo da maninga.

Timor lancou uma maninga em mim.

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Solucei um nim, assim, ela perguntou "entao e as beringelas, nao as queres usar?", e eu, como nao quero, devo dizer nao, ah portuguesa, mas o cerebro a timorense pensa que sim, de facto nao quero, e entao solucei um nim.

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Do aviao, em Bali,
desfocados pelas lagrimas,
relvados, casas com telhados,
terrenos organizados.

Ja em baixo,
que tedio,
elevadores e o ocidente,
em tudo.

Timor,
sem referencia alguma,
so a arbitrariedade do proprio lugar.

E eh por estas e por outras que se decide uma hora antes do embarque para a europa que NAAAAO. Eu nao vou para la. Eu vou voltar ali, fazer o que nao deu tempo e vemo nos portanto em meados de setembro. Weeeee adrenalina!

0 bitaites domingo, 3 de agosto de 2008

4 bitaites sábado, 2 de agosto de 2008


O Segredo de Ataúro

Há uma lenda timorense que diz que há muito tempo atrás, a ilha de Ataúro e a ilha de Timor formavam um corpo só. Um dia, uma senhora na sua rotina diária da lavadura da roupa no rio, viu dentro de água uma cobra desmesurada e ameaçadora. A mulher apavorada corre, grita na demanda do marido, que num gesto agarra a catana e faz-se ao caminho para confirmar a presença de tal monstruosidade. No mesmo local, corta o animal em dois com o instrumento afiado: o corpo para um lado e a cabeça para o outro. Quando isto acontece, também as terras se separam: Timor fica no sítio, Ataúro afasta-se. Desde então que é preciso viajar de barco para lá chegar.

Sábado dia 19 de Julho, abandono o ruído presente em Díli para me refugiar na silenciosa sonoridade natural de Ataúro que rejuvenesce. Ali reparo como é simplesmente bonita a simplicidade da vida em Timor, embora impressione, de quando em vez, que exista tanta ausência. De uma forma abundante. Como será possível que este local idílico esteja tão indisponível, quase como se fosse um segredo bem guardado?

Mar de águas azul-turquesa, transparentes, quentes, com uma fauna invejável, nitidamente visível e variadíssima nas formas e cores. A paisagem em redor, com todos os tons de verde que a montanha pode oferecer nesta altura do ano, e um céu que nos abraça e nos convida ao paraíso.
O Nakroma atraca, a temperatura é doce, a sombra do gondoeiro imponente protege a pequena multidão que aguarda transporte para as aldeias.

Uma anguna faz o percurso até ao resort de eco turismo, que é todo feito de palhotas elevadas, na vegetação que antecede o areal da praia, camas baixas, sem portas nem janelas, com mosquiteiros que balançam tranquilamente. Um convite à contemplação, ao retiro, a tudo o que é ameno e embala.

Esta terra tem potencial, tal como Com, onde se encontra uma organização quase perfeita da pequena vila piscatória, muitas guesthouses a preços acessíveis a todos, pessoas ocupadas e, pelo menos aparentemente, contentes. Mas Com tem a vantagem de estar ligada por terra a Díli. E as praias em Ataúro são, sem dúvida, melhores.

Na caminhada com a senhora Basília pela estrada impecável, limpa, ladeada por cercas cuidadas, pintalgadas de buganvílias vistosas, ela lamenta a escassez da água nestes meses de Junho a Agosto. Que a sua horta não corresponde como devia, a ilha não é auto-suficiente, o povo precisa mesmo do tal dólar que também insiste em não crescer. O que a sustenta é o seu outro bendito trabalho. O dedilhado suave das guitarras que por lá cantam, misturado com os leves passos deste jeito tão feminino de caminhar, conseguiria pôr os céus a chorar de felicidade pela serenidade que aqui existe. Mas estamos na época seca, as lágrimas não podem cair. E assim fomos seguindo. Ela faz bonecas de pano, e veste-as de tais e bordados. Pertence ao grupo Boneca de Ataúro desde 13 de Novembro de 2006, juntamente com outras oito mulheres e um homem, coordenados pela artista plástica Piera Zürcher, suíça, que altruisticamente tem dedicado todo o seu tempo ao projecto e à comunidade. A ideia nasceu de uma proposta do Padre Luís, italiano, que ansiava por emprego na ilha. No fundo trata-se de lutar contra a naturalização do inóspito, do desregrado.

As actividades têm vindo a multiplicar-se com o aparecimento de outros grupos de trabalhos artesanais, e se bem que grande parte da comunidade de Díli conhece pelo menos as estátuas elegantes de madeira fumada, a multiplicidade de biojóias feitas com sementes locais e as ditas bonecas, do outro lado do mar existe uma grande dificuldade em encontrar os materiais, devido ao transporte insuficiente. O Nakroma viaja só ao Sábado para Ataúro e regressa no mesmo dia, muitas vezes menos de três horas depois de chegar ao destino. Para quem precisa de ir a Díli comprar materiais e mantimentos, ou tentar vender os seus produtos, tem forçosamente de procurar alternativas de privados, se não quiser passar uma semana na ilha de Timor, já que tem de aguardar pela próxima viagem do Nakroma, só no Sábado seguinte. Para quem vem da ilha de Timor com o intuito de explorar, este período de tempo é irrisório tendo em conta a dificuldade em chegar à Vila de Maumeta. Dá para atracar, comer alguma coisa por ali, em Beloi, e regressar.

Surpreendentemente, mesmo assim muita gente quer lá ir, e regularmente os bilhetes esgotam. Para poder passar lá um fim-de-semana é preciso fazer um esforço enorme na procura de transporte alternativo que permita regressar Domingo ou Segunda-feira. O esforço também é grande no pagamento desse transporte alternativo, visto que há privados que pedem até 600 dólares americanos pelo aluguer de um barco seguro, mas cuja lotação é de 15 pessoas.
Ou seja, a necessidade de alternativas financiadas pelo Governo existe e o mercado é real e abundante.

E sei que foram elas, as mulheres, mas quase podiam ter sido também as buganvílias de Ataúro, na sua dança com a brisa, ao som sereníssimo do mar turquesa, que me sussurraram ao ouvido este pedido. E assim, passo a mensagem.

“Com estas palavras, o grupo de mulheres de Ataúro pede ajuda.
Aqui, desenvolvemos muitas actividades que resultam em produtos únicos e serviços de sucesso em Timor: Biojóias, Boneca de Ataúro, bordados, cestos, estátuas e refeições.
Queremos e precisamos de:

  1. Comprar materiais para usar no nosso trabalho;
  2. Mostrar aos visitantes a beleza da nossa terra e o seu potencial turístico;
  3. Vender aquilo que produzimos para podermos garantir dinheiro para comida nos meses de pouca água.
Queremos e precisamos, mas não temos transporte regular e suficiente.
Assim, nós pedimos que ouçam as nossas palavras de isolamento, porque Timor é um só, e também temos direito a melhorar as nossas vidas.”
in Jornal Nacional Semanário, 02-08-08

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Caos, caos, tudo um caos!

 

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