segunda-feira, 13 de outubro de 2008



Apesar de sonhadora convicta, na minha vida, nocturna, é por fases que sonho intensamente.

Nesses sonhos cíclicos que acontecem, tenho experiências internas que podiam tomar lugar no sítio onde estou e que encontrei hoje.

Estou num pátio, na Ribeira, calçada portuguesa. O pátio é rectangular e grande, está coberto de videiras baixas. As mesas e cadeiras de ferro forjado, pesado.

À minha volta só eu, mas procuro um vulto que está muitas vezes lá, nos sonhos. Veste-se de preto, é alto e magro. Traz uma onda de mistério nos ombros, baixos. Os olhos são brilhantes e muito negros. Podia ser já charmoso, mas é muito novo. Nunca falou, embora tenha estado muitas vezes no grupo.

Caminhamos sempre muito, por ruelas estreitas, a noite caída até sair.

Paramos agora no pátio, mãos nos bolsos, onde uns dedos de Sol se espreguiçam entre as folhas densas da videira, entre as espirais que os ramos desenham.

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