quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Finalmente sentei-me e comi um iogurte.
Passadas duas semanas de Porto. Exactamente um mês depois de deixar Timor e partir para a Indonésia. Com tantas histórias para contar dessa viagem roots sobre montanhas (das a sério ou figuradas) e uma mão de pessoas autênticas.

Não há nada como poder comer um iogurte natural açucarado com pepitas de straciatella enquanto lembro coisas com um grande sorriso. E poder dizer bem alto "eu fiz isto!! eu fiz isto!", "eu estive ali!", "ele disse-me assim...".

Uma das histórias mais surreais que posso lembrar assim, sem ter a certeza que foi mesmo, aconteceu num ferry público que liga Lombok a Bali. Outro barco depois de muitos dias de muitos barcos. Com a cabeça na almofada à noite a balouçar. E este barco atravessava um dos estreitos mais profundos e perigosos do mundo.

A meio da viagem, de repente, em poucos segundos, o barco imponente deu uma volta de 180 graus. Da mesma forma que os barcos podem fazer um pião no mar alto, também pessoas como o excêntrico Victor Vidal, ou Django, podem aparecer.

Foi ele que ao longo das 6 horas de viagem (com intervalo de três horas de sono porque o coração lhe doía por a polícia não o ter deixado atravessar o estreito num barco a remos), me contou três histórias, duas frases, um sonho utópico. A meia lição, estonteante.

Acabo de encontrar este post sobre o personagem. Eu também tenho muito mais a dizer por ele.

E este post apesar de ter começado em tom de "então vamos lá fazer um overview desta temporada away", significa outras coisas. Que a vida continua bem, tal como foi antes.

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