terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Lembro-me não do respirar, mas de ouvir o respirar ao teu ouvido, como se estivesse a respirar para dentro do copo do qual bebo. Ecoante, qual ponteiro de relógio parado. Gosto de casas com relógios parados.

Um suspiro que se esgota de paixão inesgotável ao compasso do tempo que passa incessante.

Crio um monumento ao tempo
Prendo-lhe os ponteiros
Como o relógio
Da rotunda
Na cidade
Cujos ponteiros para além de parados, também recuam ao avesso.

Citavas Nietzsche, que "quando se ama o abismo é preciso ter asas", e dizias mergulha, mergulha, mas depois o tanque estava vazio. Surgiu a exteriorização de uma necessidade puramente egoísta de desmoronar a possibilidade dessa vida para além de mim, que me ultrapassa e mata. Disse porque me apeteceu fazer. Quis tocar o que nunca tinha visto (as pessoas não calam o que se faz diferente).
(arte mais arte, só)
Não poderei explicar coisas que ainda não foram explicadas, porque como é que eu hei-de explicar esse predicado do pensamento que é a capacidade de se dar?

E vi então que alguns vivem em ruas a direito, e outros há que vivem em ruas de linhas tortas, sinuosas.
E deixei de sonhar para passar a acreditar nas coisas.

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